TRIBUNAL
DO JÚRI
Foi
uma grande experiência participar do Tribunal do Juri e atuar em
defesa do Estado. Esperava no momento do sorteio, que fosse
contemplada com o grupo da acusação, seria, com certeza, mais fácil
desempenhar meu papel. Como isso não aconteceu, no primeiro momento
me sentir desmotivada, acreditava que seria impossível defender algo
que não acreditava. Conversando com meus colegas de equipe, todos
nós só percebíamos os pontos negativos do réu, afirmando assim a
sua culpa. Ao longo do debate percebi que só poderia apresentar uma
defesa, e de alguma forma desbriasse um modo de acreditar na
inocência do réu.
No processo de pequisa,reunião de provas que iriamos usar na
defesa admito que sim, pude acreditar nas estruturas que compõem o
Estado, suas leis e bases democráticas. Pude conhecer mais a fundo
o Estado e sua organização política ,social e jurídica. O
governo é uma parte constituída do Estado que tem a função
executiva e nessa questão podemos perceber as falhas: O poder
executivo não desempenha suas fonções de forma satisfatória , os
governantes atuam em não conformidade com os interesses do povo. Os
Governantes não governam de forma transparente, cometem
irregularidades, são corruptos e a corrupção gera injustiça
social.
O
debate que ocorreu ao longo do Tribunal, a acusação nos apresentou
fatos que mostraram o descontrole do Estado com a violência
constituída e as consequências disso para a nossa sociedade,
principalmente a população carente. O trabalho de defesa do Estado,
me fez recapitular tudo que foi abordado e debatido em sala de aula
durante o semestre.
Quando
o professor nos trouxe o assunto estatística e nos apresentou dados
sobre nosso país no pisa (Programa Internacional de Avaliação de
Alunos) que mostra o nível de desempenho escolar no Brasil, variando
de uma região para outra e que em comparação com outros países
está abaixo da média. Fato justificado pela falta de investimento
na educação básica, no ensino fundamental é médio.
Outro
tema discutido foi a Violência e Educação. Que trouxe casos de
agressões a professores em sala de aula, fruto da reprodução do
comportamento de uma sociedade marcada pela certeza da impunidade,
estrutura familiar fragilizada e domínio das drogas. Novamente se
faz notar a falta de atenção do governo.
Na
tentativa de defesa do Estado esbarramos nas dificuldades em
conseguir levantar argumentos de defesa no tocante a violência
policial. Nossa polícia é a que mais mata no mundo e a
população-alvo é o jovem negro da periferia. Consequência
Sistema de Segurança Pública falido, sucateado, polícia mal
remunerada, desmotivada e corrupta. Por outro lado nos deparamos com
um sistema carcerário precário, sem investimento a curto, médio e
longo prazo e ainda uma Justiça morosa e desigual.
Questões
como o a intolerância religiosa cada dia mais crescente em nossa
sociedade. A violência contra a mulher, mesmo tendo A lei Maria da
Penha. As desigualdades sociais num país com tantas riquezas.
Levaram a todos nos refletir sobre nossa sociedade.
A
Disciplina Sociologia da Educação abriu um leque de perguntas e
respostas, que buscamos ao longo do curso intendê-las e criar
alternativas para contribuirmos com a construção de uma sociedade
mais igual. Intender que fazemos parte do processo, nos coloca na
posição de acusado e vitima.
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